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Como Usar Seus Arquivos Secretos da Jambô no VTT: Biblioteca, Leitor e Extras

Guia passo a passo do que fazer depois que o acesso está liberado: encontrar o material na Biblioteca, ler os PDFs com busca e miniaturas, transformar uma página em homebrew e levar tudo para a mesa.

Como Usar Seus Arquivos Secretos da Jambô no VTT: Biblioteca, Leitor e Extras

Você fez o resgate, o acesso apareceu, e agora tem uma Biblioteca cheia de material oficial de Ordem Paranormal. E aí vem a pergunta que quase ninguém responde: o que dá para fazer com isso, na prática, na noite de quinta-feira?

Este guia é sobre a parte de uso. Não sobre o vínculo — se você ainda não fez o resgate no Discord da Jambô, comece por Ordem Paranormal no VTT: Jambô + Mini Kraken, que cobre a verificação passo a passo, e volte aqui depois.

O que vem a seguir é o caminho completo de dentro da plataforma: achar o arquivo, ler o documento, extrair conteúdo dele e colocar na mesa.

Passo 1: abrir a Biblioteca de projetos

No painel do Mini Kraken, abra a Biblioteca de projetos — ou vá direto para erpg.app/pt/dashboard/library.

A Biblioteca é organizada em quatro níveis, e entender essa hierarquia poupa tempo:

  1. Editora — a Jambô, e qualquer outra à qual sua conta tenha acesso.
  2. Projeto — Arquivos Secretos.
  3. Edição — cada entrega, com o próprio conjunto de arquivos.
  4. Arquivo — o PDF, o token, o mapa, a imagem.

Você não precisa descer nível por nível toda vez. A tela inicial da Biblioteca mostra as prateleiras com tudo o que sua conta enxerga, e dá para saltar direto para um arquivo.

Passo 2: encontrar o material sem rolar a página inteira

Aqui está a parte que a maioria das pessoas não descobre, e é onde o tempo é realmente economizado. Abra o painel Filtros.

Tipos de material. O filtro mais útil de todos. Se você está preparando a cena e quer só imagem, filtre por tipo e o catálogo para de mostrar documentos. Se quer só leitura, o contrário.

Tags, com três estados. Este é o detalhe que vale conhecer: clicar numa tag não é liga/desliga. Cada clique cicla entre incluir, excluir e neutro. Isso significa que você consegue montar buscas do tipo "criaturas, mas não as que já usei nesta campanha" em dois cliques, o que nenhum filtro simples permite.

Agrupar catálogo. Você escolhe se o catálogo aparece agrupado por editora, por projeto, por sistema ou sem agrupamento nenhum. Para quem só tem Arquivos Secretos, "sem agrupamento" costuma ser o mais direto. Para quem acumulou material de várias editoras, agrupar por sistema é o que faz sentido na hora de preparar uma sessão específica.

Densidade da grade. Ajusta quantas colunas aparecem. Mais colunas para varrer visualmente atrás de um token; menos colunas quando você quer ler os títulos.

Mostrar bloqueados. Por padrão você vê o que pode abrir. Ligando essa opção, o catálogo também mostra o que existe fora do seu acesso, marcado como Bloqueado ou Sem acesso. É útil para saber o que existe, e desnecessário no dia a dia — deixe desligado enquanto prepara.

Passo 3: ler o documento no leitor

Clique num PDF e ele abre no leitor da plataforma, em vez de baixar. Vale conhecer os controles, porque eles resolvem problemas concretos de mesa:

Buscar no documento. Digite pelo menos dois caracteres e a busca varre todas as páginas, não só a que está aberta. É o recurso mais valioso do leitor durante uma sessão ao vivo: o jogador pergunta sobre uma regra, você digita a palavra, chega na página. Sem folhear.

Miniaturas. O painel lateral com as páginas em miniatura, para navegar visualmente quando você lembra da aparência da página mas não do número.

Modo de leitura. Quatro opções: página única, duas páginas, rolagem contínua e rolagem contínua em duas páginas. Duas páginas é o modo que reproduz o livro físico e costuma ser o melhor para leitura de preparação; rolagem contínua é melhor para consulta rápida.

Zoom, ajustar à largura e girar página. O "ajustar à largura" é o que você quer em tela de notebook. O "girar" existe para as páginas em paisagem — mapas, tabelas grandes.

Trocar documento. Um seletor que pesquisa entre todos os PDFs a que você tem acesso, por título, projeto ou editora, sem sair do leitor. Se a sua investigação usa duas edições diferentes, você alterna entre elas sem voltar ao catálogo.

Download. Continua ali, para quando você quiser o arquivo local.

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Passo 4: o extra que quase ninguém encontra — transformar a página em homebrew

Esta é a parte mais interessante da Biblioteca, e ela fica escondida atrás de um gesto que ninguém tenta por acaso.

Dentro do leitor, você consegue pegar um trecho do PDF e transformá-lo num card ou numa criatura homebrew, salvo na sua própria biblioteca, pronto para usar na ficha e na mesa. Existem dois caminhos, e eles servem a situações diferentes:

Caminho A — selecionar o texto

Se o PDF tem camada de texto, simplesmente selecione o trecho com o mouse. Um botão aparece ao lado da seleção. É a extração nativa: rápida, exata, sem processamento de imagem.

Use este caminho sempre que der. Ele é mais preciso que o outro.

Caminho B — selecionar uma região

Quando o trecho é uma imagem, uma tabela ou um bloco que a seleção de texto não pega direito, abra o menu do leitor e escolha Selecionar região para homebrew. Arraste um retângulo sobre a página — Esc cancela.

Aí entra o reconhecimento de texto. Vale saber como ele funciona, porque é uma diferença real: o OCR roda no seu próprio navegador. Apenas o runtime e o pacote de idioma vêm da CDN; nenhuma página e nenhuma imagem do seu material é enviada para lugar nenhum. Você escolhe o idioma do documento — português, inglês ou espanhol — e o reconhecimento acontece localmente.

O que acontece depois

Os dois caminhos chegam no mesmo lugar:

  1. Revisão. A plataforma identifica uma sugestão de título e de descrição a partir do texto extraído. Se o reconhecimento tiver confiança baixa, ele avisa — e nesse caso vale trocar o idioma ou refazer o recorte antes de continuar.
  2. Imagem. Você pode usar uma das imagens já incorporadas no PDF (ele varre as páginas e mostra o que encontrou) ou ajustar um recorte próprio. A imagem só é enviada quando você salva.
  3. Destino. Escolha o sistema e o schema do card — é o que define a estrutura do homebrew.
  4. Editor. Abre o editor completo, com o trecho original do PDF como referência ao lado, para você revisar todos os campos.
  5. Salvar. O resultado vai para a sua biblioteca homebrew, como card ou como criatura.

Na prática, isso resolve a tarefa mais chata da preparação: transcrever à mão uma criatura do livro para poder usá-la na ficha e no VTT. Você recorta, revisa e salva.

Uma observação de bom senso: isso é para usar na sua própria mesa, com material ao qual você tem acesso. Não é um caminho para redistribuir conteúdo da Jambô.

Passo 5: levar para a mesa

Com o material identificado, o resto é curto.

Tokens e mapas oficiais entram pela Galeria do VTT: abra a campanha, entre no VTT 3D, clique em Adicionar token e escolha a aba Galeria — ela reúne os assets licenciados a que sua conta tem acesso, enquanto Meus uploads continua sendo o seu espaço. O passo a passo detalhado, incluindo o fluxo pelo Owlbear Rodeo, está no guia da parceria.

Os homebrews que você criou ficam disponíveis para as fichas do sistema que você escolheu, junto do resto da sua biblioteca.

Para o que o material oficial não cobre, as ferramentas gratuitas fecham as lacunas. O Tradutor de Sigilos do Outro Lado gera pistas na escrita do universo, exportadas em PNG para colar num documento de apoio. O recortador de tokens transforma uma imagem que você recortou do PDF num token com máscara e fundo transparente. E o construtor de cartas de magias e itens transforma os rituais do grupo em cartas que os jogadores seguram — que resolve, de um jeito bem direto, o problema de o jogador esquecer o que o personagem sabe fazer.

Se algo aparecer bloqueado

Duas marcações significam coisas diferentes:

  • Sem acesso num projeto inteiro: aquele projeto não faz parte do que sua conta enxerga hoje.
  • Bloqueado num arquivo específico: o projeto está liberado, mas aquele item pertence a outro nível, período ou edição.

Ao abrir um item bloqueado, a plataforma explica qual é o requisito — plano elegível, período de assinatura ou aquisição avulsa — e oferece duas saídas: ver as opções com a editora, ou "Já assino — sincronizar acesso", que reconsulta seus benefícios. Se você renovou ou mudou de nível recentemente, essa sincronização costuma ser o que faltava.

Se ainda assim não resolver, o diagnóstico completo — e-mail divergente, conta Discord errada, assinatura recém-alterada — está na seção de problemas do guia da parceria.

O ganho real

Vale nomear o que muda, porque é mais do que conveniência.

Material digital de RPG costuma morrer na pasta de downloads. Você compra, baixa, abre uma vez, e na hora da sessão não lembra em qual arquivo estava aquela criatura. O ciclo Biblioteca → leitor com busca → homebrew → mesa fecha esse buraco: o material fica onde você joga, é pesquisável durante a sessão, e o que você extrai dele vira conteúdo utilizável em vez de anotação solta.

Se você está montando a mesa agora, o guia de como criar sua ficha de Ordem Paranormal é o próximo passo — e, se ainda estiver decidindo por onde entrar no universo, organizamos todas as campanhas em ordem cronológica.