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Tutoriais

Conhecendo a Ficha Modular da Mini Kraken

5 de jun. de 2026
9 min

Conhecendo a Ficha Modular da Mini Kraken

A maioria das mesas virtuais trata a ficha de personagem como um formulário fixo. Você ganha os campos que os desenvolvedores decidiram que você deveria ter, na ordem que eles decidiram, e se o seu jogo faz algo diferente, você improvisa num campo de anotações. Funciona, mas sempre dá aquela sensação de estar usando o casaco de outra pessoa.

A Mini Kraken segue um caminho diferente. A ficha não é um formulário — é uma tela que você monta a partir de blocos. Você decide o que vai nela, onde, e como cada coisa se comporta. No começo isso assusta um pouco, mas a graça é justamente que você não precisa começar do zero, a menos que queira. Este é um passeio tranquilo por como a ficha modular funciona, para que da próxima vez que você abrir uma, saiba exatamente o que está vendo.

A ideia central: uma ficha feita de blocos

Tudo numa ficha da Mini Kraken é um bloco. O painel de atributos é um bloco. Seu controle de PV e CA é um bloco. Um título de seção, um campo de texto livre para a história do personagem, uma tabela de magias, um botão que rola um teste de resistência — todos são blocos. A ficha é só um arranjo dessas peças sobre uma grade.

É essa ideia única que torna a ficha "modular". Em vez de um único layout fixo e gigante, você tem um conjunto de peças intercambiáveis que pode adicionar, remover, reorganizar e redimensionar. Um jogo cheio de regras pode ter uma ficha densa, repleta de controles e tabelas; um jogo narrativo pode ter uma ficha limpa, quase toda em texto e com poucos atributos. A mesma ferramenta, fichas completamente diferentes.

Os blocos que você vai usar de verdade

Quando você adiciona um bloco, escolhe a partir de um pequeno catálogo agrupado por finalidade. Não precisa decorar — aqui estão os que mais importam:

Os essenciais:

  • Status (Vitais) — seus números de sobrevivência num relance: pontos de vida, classe de armadura, iniciativa, deslocamento. Os controles que você usa a cada turno.
  • Atributos — os números centrais do personagem (Força, Destreza e companhia), com cálculo automático de modificadores para você não fazer conta de cabeça no meio da luta.
  • Perícias — proficiências, idiomas e a longa lista de coisas em que o personagem é bom (ou ruim).
  • Retrato — o rosto e a identidade básica do personagem no topo da ficha.

Para conteúdo e tempero:

  • Texto — texto só de exibição, para títulos, lembretes de regra ou notas formatadas.
  • Entrada de Texto — campos editáveis para história, vínculos, anotações de sessão — qualquer coisa que você queira digitar e guardar.
  • Tabela — linhas de campos agrupados, perfeitas para listas de ataque ou consumíveis.
  • Canvas — uma imagem personalizada com campos editáveis sobrepostos, para quando você quer uma ficha com a sua cara.
  • Botão Dinâmico — um botão personalizado que dispara uma ação definida por você, com ícone próprio.

Para organizar:

  • Contêiner (Seção) — uma seção que agrupa outros blocos, para que as coisas relacionadas fiquem juntas.
  • Abas — divida uma ficha carregada em abas (Combate, Inventário, História) em vez de uma rolagem infinita.

E o que merece uma seção própria:

  • Cartas de Recurso — o sistema para itens, magias e equipamentos. Mais sobre elas adiante.

Montando o layout: arrastar, soltar, redimensionar

Para reorganizar uma ficha você entra no Modo de Layout. É aqui que a promessa "modular" se paga. Os blocos ficam móveis: você os arrasta pela grade, redimensiona para ocupar mais ou menos colunas, e os solta onde fizer sentido para o seu olhar.

A ficha vive sobre uma grade, e você escolhe a largura dela — um layout confortável de duas colunas, um mais denso de três colunas para sistemas mais "crunchy", ou uma coluna central e compacta quando quiser algo arrumado e enxuto. Como é baseado em grade, as coisas se alinham com capricho em vez de virarem uma bagunça.

Cada bloco também tem configurações próprias. Você pode dar um título a ele (ou esconder o título), escolher se ele pode recolher para economizar espaço, deixar o fundo transparente ou dar uma cor personalizada, e até definir regras de quando ele deve aparecer. Essa última parte é discretamente poderosa: um bloco pode surgir só quando é relevante, então conjuradores veem sua seção de magias e o resto da mesa não.

Variáveis e fórmulas: a ficha faz a conta

Uma ficha estática só guarda números. A ficha da Mini Kraken consegue calcular com eles, e é aí que ela começa a ganhar vida.

Cada valor na ficha pode ser uma variável que outras partes da ficha referenciam. Você cita uma pelo nome com a sintaxe @{...} — por exemplo, @{NIVEL} ou @{FORCA}. Uma vez que um valor tem nome, você pode construir fórmulas em cima dele: um campo que é sempre "duas vezes o seu nível", um valor de PV máximo que cresce conforme você sobe de nível, um controle cujo teto é calculado em vez de digitado na mão.

Algumas coisinhas boas de saber:

  • Os nomes de variável são tolerantes. Maiúsculas e acentos não importam — @{Nível}, @{nivel} e @{NIVEL} apontam todos para o mesmo valor. Espaços e caracteres especiais viram sublinhados nos bastidores, então você nem precisa pensar nisso.
  • As fórmulas entendem dados. Você pode escrever algo como 2d6 + @{MODIFICADOR} e a ficha sabe que é uma rolagem, não só uma continha.

O resultado é que você define as regras do seu personagem uma vez, e a ficha mantém tudo coerente. Suba de nível, mude um único número, e todo valor que depende dele se atualiza sozinho.

Rolagem: dados 3D de verdade, direto da ficha

Uma ficha de onde você não pode rolar é só uma planilha. Na Mini Kraken, os números são clicáveis. Toque num atributo, numa perícia ou numa ação de uma carta de recurso, e ele rola — com os mesmos dados 3D com física de verdade que o resto da plataforma usa. Os dados realmente rolam pela mesa e param, em vez de um número simplesmente aparecer num log.

Como a rolagem conhece a sua ficha, seus modificadores vão junto. Você não redigita +5 toda vez; a ficha já sabe o seu bônus e o inclui. Você ganha o barulhinho satisfatório dos dados físicos e a comodidade da automação, sem ter que escolher entre os dois.

Cartas de Recurso: itens, magias e equipamentos que fazem coisas

Boa parte do que torna um personagem interessante além dos atributos básicos vive nas Cartas de Recurso — o sistema estruturado para itens, magias, equipamentos e qualquer outra coisa que valha a pena rastrear como um objetinho próprio.

Uma carta de recurso é mais do que um nome numa lista. Cada uma pode guardar:

  • Um título e uma descrição rica e formatada (com imagem ou ícone próprios).
  • Ações de rolagem — rolagens nomeadas presas à carta, como o dano de uma arma ou o efeito de uma magia, prontas para disparar com um clique.
  • Controles — contadores consumíveis como cargas, espaços de magia ou munição, com máximos que podem ser definidos por fórmula.
  • Campos personalizados — propriedades tipadas (texto, número, sim/não, listas suspensas) para que uma poção, uma espada e uma magia carreguem exatamente os dados de que precisam.
  • Gatilhos — ações que disparam ao usar, então equipar um item ou conjurar uma magia pode de fato mudar a sua ficha.
  • Estados como equipado ou guardado, com quantidades, para que o seu inventário se comporte como um inventário.

É isso que permite a uma ficha modelar um personagem de verdade: não só "Espada Longa" escrito num campo, mas uma espada longa que você pode equipar, que rola o próprio dano e que sabe quantas você está carregando.

Você não começa do zero

Toda essa flexibilidade levanta uma dúvida justa: preciso montar cada ficha na mão? Não. A Mini Kraken já vem com um catálogo de modelos de ficha prontos para sistemas populares — D&D 5e e a edição de 2024, 3DeT Victory, Ordem Paranormal e mais. Escolha um e você ganha uma ficha completa e bem diagramada em segundos, com todos os blocos, variáveis e cartas de recurso já configurados para você.

A parte modular continua ali esperando sempre que você quiser. Você pode jogar com uma ficha pronta exatamente como ela é, ajustá-la de leve para uma regra da casa, ou reconstruí-la inteira. A tela em branco é uma opção, não uma obrigação.

Tem ainda um charme discreto: como a Mini Kraken é multilíngue, os rótulos dos blocos podem carregar traduções, então uma ficha pode exibir seus rótulos no idioma de quem está lendo. Uma ficha montada uma vez pode ser confortável para uma mesa em que nem todo mundo fala a mesma língua materna.

Uma ficha sempre sincronizada

Por fim, nada disso importaria se o seu grupo não pudesse ver. As fichas da Mini Kraken sincronizam em tempo real e vivem na nuvem, com desfazer e refazer caso você mude de ideia. Atualize um valor e a sua mesa vê. Abra a ficha em outro dispositivo e ela está exatamente onde você parou. A ficha que você montou é a ficha que todo mundo está olhando, na hora.

Por onde seguir

A ficha modular recompensa um pouco de curiosidade. O jeito mais rápido de entendê-la não é ler sobre ela — é abrir um modelo pronto, entrar no Modo de Layout e arrastar um bloco para um lugar novo. Adicione um controle. Dê nome a uma variável e a referencie em outro ponto. Veja uma rolagem rolando pela mesa.

Quando a ideia de "é tudo só bloco" finalmente cai a ficha, você deixa de pensar nela como um formulário com o qual tem que conviver e passa a tratá-la como uma ferramenta que pode moldar. E se o seu jogo faz algo que nenhuma ficha existente captura direito — isso deixa de ser um problema a contornar. Vira só a próxima ficha que você vai montar.

Se você está pronto para o próximo passo e quer desenhar uma ficha para um jogo que ainda não tem uma, isso é todo um ofício à parte — e um ótimo ponto de partida é aprender a transformar uma ficha num sistema reutilizável que outros jogadores também possam usar.